segunda-feira, 23 de maio de 2011

O Estranho Familiar!

Hoje de manha ao acordar Me olhei no espelho e disse: “Eu te amo Melody”
Mas a moça do outro lado do espelho me respondeu:
“Ela: _Se você me ama mesmo porque você faz isso comigo, porque você me faz sofrer?
Eu:_ Mas Melzinha nem dói tanto assim, agente precisa tomar certos riscos para conseguir o que se quer
Ela: _Sim, mas a que custo? Dói muito cada vez que você age por impulso e atropela meus sentimentos como se eles não existissem!!!
Eu:_ Eu sei... Me desculpe!
Ela:_ Desculpas não resolvem o problema Melody, o que você precisa fazer é mudar de postura e errar menos comigo, amor é uma via de duas mãos... Não se desperdiça tempo e lágrimas por aqueles que não te dão a volta, e você sabe muito bem disso!
Eu:_ Mas eu estou tão cansada de ter medo, de ficar sozinha....
Ela:_ Sim mas não é a toa que você tem medo Melody, você não é prudente...
Eu:_ Eu sei. Sempre soube que tinha que “Te” amar em 1° lugar”
Como é difícil amar a si mesmo da mesma maneira que se ama aos outros. Eu me amo, mas faço comigo mesmo o que jamais faria para outro alguém que eu ame!
Minto, engano, traio, tomo atitudes impensadas que sei que me farão sofrer no futuro próximo, bebo de mais e dou na minha cara como um desses amantes canastrões, frustro expectativas, não cumpro promessas...
Eu jamais faria nenhuma dessas coisas com algum dos meus amigos, amantes, ou até mesmo com aqueles que não amo muito, mas simplesmente respeito...
Por isso hoje de manha resolvi tomar um ponto de vista diferente para ter uma visão mais ampla sobre meu relacionamento com a pessoa mais importante da minha Vida: Eu mesma!!!  


    

sexta-feira, 13 de maio de 2011

A Doce Loucura de cada Verdade!


Não existe uma verdade absoluta! A verdade é como um prisma que reflete os fatos em suas múltiplas facetas, transformando um único feixe de luz em uma gama de feixes difusos, refletindo e refratando os fatos.
Permita-me explicar melhor, o fato é como um feixe de luz é único, as coisas acontecem de uma única maneira, mas a verdade é uma forma de se perceber os fatos e assim é como um prisma que reflete e refrata essa luz em vários feixes distintos, dependendo da pessoa que a interpreta.
A segunda etapa da verdade é a transmissão, ainda usando o exemplo da ótica, essa verdade refratada ilumina algum objeto e esse é visto pelos olhos humanos, onde trilha através da córnea pela pupila e o cristalino refletido na retina e é codificada em estimulo visual e transmitida até o cérebro através de impulsos nervosos.
O grande mal da verdade é quando ela finalmente atinge o pensamento humano, ela já não é mais uma verdade única, uma mera interpretação dos fatos, ela se transforma em algo mais complexo e é somada a todas as informações inerentes ao pensamento da cada pessoa.
Isso não seria tão grave se não fosse o fato de que as pessoas nunca são exatamente o que se espera que elas sejam, costuma-se falar que “as mulheres são isso” “os homens são aquilo”, “toda mulher é isso”, “todo homem é aquilo”....Seria tudo tão mais plano se fosse assim tão fácil.... Mas pessoas são pessoas...
Pessoas, homens, mulheres, crianças, jovens ,adultos, velhos, negros, brancos, pardos, pessoas são pessoas. E estas não são como caminhar em uma verde campina plana em um dia de primavera com a doce brisa fresca e o orvalho da manha...NÃO! Pessoas são esféricas, pessoas são esferas de superfície irregular com leve achatamento nos pólos, pessoas são cheias de irregularidades no solo, pessoas tem sim suas partes planas e calmas, mas também falhas tectônicas, vulcões, tsunamis, ventanias...Assim como as mesmas possuem guianas francesas, lençóis maranhenses, campos verdes e florestas de matas virgens...
Fora tudo que há de complexo na natureza humana as pessoas ainda tem em si suas edificações seus templos, suas conquistas, suas muralhas, suas torres, pirâmides, suas maravilhas arquitetônicas...Aquilo que constroem com muito ardor ao longo dos anos.
Cada pessoa é um universo orbitando diante de uma fonte de luz, de uma estrela própria. Assim reforço meu pensamento afirmando que nenhuma verdade é única, pois sempre será recebida por um receptor único e totalmente exclusivo. Cada verdade é, portanto múltipla e tão complexa quanto aquele que a recebe!                  
Me chamam de LOUCA, bem isso é verdade, pelo menos uma face da verdade refletida e refrata lida codificada e pensada na complexidade da doce e tênue limítrofe entre a total loucura e a lucidez plena!
LOUCA É VERDADE SIM!!!! E QUEM NÃO É!!!

quinta-feira, 5 de maio de 2011

Quando as palavras faltam...


Há dias tento escrever um post novo, mas me faltam palavras...assim tomei a liberdade de usar palavras alheias fica como dica ....e nos dias em que vivemos onde tudo já foi dito, faço das palavras de Viviane Mosé as minhas.....pois o sentimento já são pertinentes a mim...
Nunca fui de ter inveja, mas de uns tempos para cá tenho tido
As mãos dadas dos amantes tem me tirado o sono
Ontem desejei com toda força ser a moça do supermercado
Aquela que fala do namorado com tanta ternura
Mesmo das brigas ando tendo inveja.
Meu vizinho gritando com a mulher, na casa cheia de crianças
Sempre querendo, querendo
Me disseram que a solidão é sina e é para sempre
Confesso que gosto do espaço que é ser sozinha
Essa extensão, largura, páramo, planura, planície, região
No entanto, a soma das horas acorda sempre a lembrança
Do hálito quente do outro. A voz, o viço
Hoje andei como louca, quis gritar com a solidão
Expulsar de mim essa Nossa Senhora ciumenta
Madona sedenta de versos. Mas tive medo
Medo de que ao sair levasse a imensidão onde me deito
Ausência de espelhos que dissolve a falta, a fraqueza, a preguiça
E me faz vento,pedra ,desembocadura, abotoadura e silêncio
Tive medo de perder o estado verso e vácuo
Onde tudo é grave e único. E me mantive quieta e muda
E mais que nunca tive inveja
Invejei quem tem vida reta, quem não é poeta
Nem pensa essas coisas. Quem simplesmente ama e é amado
E lê jornal domingo. Come pudim de leite e doce de abóbora
A mulher que engravida porque gosta de criança
Pra mim tudo encerra a gravidade prolixa das palavras:
Madrugada ,mãe, ônibus, olhos, desabrocham em camadas de sentido
E ressoam como gongos ou sinos de igreja em meus ouvidos
Escorro entre palavras, como quem navega um barco sem remo
Um fluxo de líquidos. Um côncavo silêncio
Clarice diz, que sua função é cuidar do mundo
E eu que não sou Clarice nem nada, fui mal forjada
Não tenho bons modos nem berço
Que escrevo num tempo onde tudo já foi falado, cantado, escrito
O que o silêncio pode me dizer que já não tenha sido dito?
Eu ,cuja única função é lavar palavra suja,
Nesse fim de século sem certeza?
EU QUERO É QUE A SOLIDÃO ME ESQUEÇA.
 (Fonte: http://www.vivianemose.com.br/ . Acesso dia 06/05/2011 as 14:50)

quinta-feira, 17 de março de 2011

Ao "Medo" com todo Carinho



Quero dedicar esse texto exatamente ao sentimento mais forte que eu, particularmente, tenho: “O MEDO”.
 Há algum tempo atrás assisti a um filme, na verdade era um filme bem ruim e por isso não me lembro nem mesmo o nome, pois bem, a trama toda se passava quando um grupo de pessoas descobria um artefato alienígena e seus maiores medos passavam a se concretizar, no final do filme descobre-se que o tal artefato tinha o poder de transformar reais seus mais sinceros e fortes sentimentos, meio babaca o filme, mas a moral da história é o que me motivou a falar sobre ele nesse post para meu diário.
                Voltando ao filme, imagine-se no lugar de um dos personagens, você se depara com algo totalmente desconhecido a você e a sua zona de conforto, você passa a observar tal objeto com uma mistura de todos os sentimentos pertinentes a algo novo: curiosidade, fascínio, desconfiança, e principalmente medo. Então você começa a conhecê-lo melhor, mas ainda de forma superficial, conhecer os aspectos mais visíveis, aparentes, mais externos.
Passa então a segunda etapa do processo: o de associação, passa a associar o objeto estranho com objetos familiares, exemplo “tem gosto de morango, misturado com gengibre, mas uma textura de jaca”. Nesse ponto a desconfiança diminui e você se permite aproximar, mas o medo continua ali, intacto. E mesmo com medo você vai em frente e se arrisca a dar os primeiros passos em direção a “ele”. Mas ainda muito reticente e se sentindo ameaçada, como um animal acuado, em posição de defesa, e qualquer sinal de perigo você se afasta rapidamente, por isso não faz nenhum movimento brusco. Não toma nenhuma atitude impensada...
Agora imagine como esse primeiro contato com o desconhecido seria se não fosse com um artefato, um objeto inanimado, mas sim com um ser vivo, um “alien”. Que possivelmente sinta exatamente o mesmo medo em relação a você, pois na verdade você é tão desconhecida a ele quanto ele a você.
Esse embate acaba se tornando uma guerra fria, um jogo. Algo assustador, mas muito emocionante.  
O maior problema é quando você e ou a outra pessoa acabam se tornando a esfera alienígena do filme e refletindo, tornando real, somente o que há de pior, e fazendo que o MEDO tome forma.
Assim esse texto dedica-se exatamente a minha falta de reação diante a este medo. E agora o que acontece? O que se é possível fazer quando esse medo se torna um monstro horrível e assume uma forma que te domina e te congela, te forçando a tomar uma postura defensiva, que ao outro soa como uma espécie de ataque e faz com que esse ser “novo” se afaste?!!!
Pois bem, eu te digo o que EU vou fazer:
Mudar de atitude, mudar de postura!
Li uma vez que corajoso não é aquele que não tem medo, e sim aquele que mesmo com medo enfrenta-o. Visto então minha armadura e vou à luta rumo ao desconhecido.
DESEJE-ME BOA SORTE!
Obs) “nossa você está tão ‘auto-ajuda’ hoje ” (comentário de uma amiga)

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Cresça e Apareça

Eu com minha bolsa e minha sapatilha de Melancia!!!

Uma das primeiras manifestações de interação social da espécie humana é a necessidade que tomos e atrair a atenção alheia. Os bebes o fazem já desde o primeiro dia de vida através do choro instintivo pela atenção dos cuidados da mãe para suas necessidades básicas, conforme crescemos vamos aprimorando nossa habilidade a incrível arte de “chamar a atenção”.
Por algum motivo, creio eu que pelas experiências negativas que nos frustram ao longo da infância e principio da adolescência devido a falta de habilidade em, de fato, chamar a atenção para nós, vamos reprimindo uma de nossas mais antigas necessidades como animais que convivem em sociedade e nos recriminamos por ainda sentir vontade que as pessoas em nossa volta simplesmente olhem para nós.
Não consigo entender o que há de tão errado em ser simplesmente “humano”, de sentir o que todo humano sente. Talvez por ser algo tão comum ao universo infantil seja visto como falta de maturidade pela maioria das pessoas. Mas o problema não está, na verdade, na necessidade em si e sim na forma como nos permitimos manifestá-las.
Todo sentimento que reprimimos nos faz mal e nos manipula a tomar atitudes artificiais que não condizem com o que somos verdadeiramente.
Há algum tempo atrás resolvi me libertar da incrível mania que 80% (achismo meu) das mulheres tem de “ser discretas”, e chamar a atenção de maneira produtiva. Parar de usar só preto e branco e colocar um tempero, uma pimenta nesse caldo.
Se eu posso tomar a liberdade de dar um conselho faça o mesmo: SE JOGA!!!
Arrisque mais ,tente misturar algo diferente, algo inusitado, de expressar sua opinião sem medo de ser julgada, usar batom vermelho, colocar brilho na sua vida, apareça! E não tenha medo de aparecer.
Quando eu era criança minha mãe sempre me dizia: “Cresça e apareça”.
Já sou bem grandinha para brincar de ser invisível você não acha?

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

Quebra de silencio!!!

Devo dizer que ando em dívida com esse blog...na verdade escrevi uns dois posts que não postei....eles não estavam muito bons na verdade.... Mas prometo que em breve retomarei meu diario!!!

terça-feira, 26 de outubro de 2010

Paixão e auto reconhecimento


Sempre que iniciamos uma nova atividade esperamos por um dia em específico, o dia que serve como divisor de águas, definindo o papel de tal atividade em nossas vidas. Seja qual for a  atividade, um esporte, um novo emprego, um hobby, uma habilidade artística, em suma qualquer coisa em que dedicamos nosso tempo e esforço. Tal dia é o dia em que somos capazes de olhar para nós mesmos e dizer: “Puxa, eu sou bom nisso”.
Algumas pessoas nunca chegam realmente a ter esse dia porque sempre estão esperando ser cada vez melhores e sendo demasiadamente auto-críticas, outras o tem antes do que deveriam, ou jamais deveriam ter, mas o tem.
É muito saudável, e revigorante sentir a satisfação de ser reconhecido pela pessoa mais importante em nossas vidas, nós mesmos. Devo admitir que sempre fui do tipo que nunca se acha boa o suficiente, mas no último feriado eu tive meu dia com o forró pé de serra, uma das minhas maiores paixões.
Mas antes de narrar o ápice da minha história de amor a dança, preciso lhes contar o porquê e como ele nasceu.
Na verdade eu sempre tive certo fascínio pelo forró, sempre gostei da música e quis aprender a dançar, mas sempre me julguei pesada e descoordenada, além disso sou tímida e tinha vergonha de tentar. Mas foi somente a alguns anos atrás que eu realmente tomei o primeiro passo.
Nessa época eu estava em uma das piores fazes da minha vida. Estava em uma depressão terrível e simplesmente não queria melhorar, parei de comer e emagreci sei lá quantos quilos, pois chegou uma hora que até parei de me pesar, eu estava em um ponto que preferia literalmente morrer a voltar a ser gorda, conseqüentemente passei a ter dores terríveis de estomago, dor de cabeça, tontura, fraqueza, desmaiava e sentia nojo de comida, (mas admito, eu estava bem mais satisfeita com meu corpo que atualmente).
Até que um dia desmaiei indo para o banheiro, morava sozinha em uma quitinete e ninguém percebeu, comecei a passar mal no meio da tarde o sol estava forte na janela do quarto e quando acordei já era noite, não sei até hoje quanto tempo passei inconsciente, liguei para meu namorado na época e pedi para ele ir até em casa ficar um tempo comigo, pois estava com medo de ficar sozinha e não queria que ninguém da minha família soubesse que eu não estava bem, e ele não foi, nem ao menos disse por que não foi, não se deu ao trabalho nem ao menos de mandar uma mensagem, então percebi que estava sozinha e dependia de mim  mesma para sair do buraco onde eu havia me colocado.
 Uma das minhas tias tinha começado a fazer aulas de dança de salão e eu resolvi que era hora de encarar meus medos, e nada melhor para isso que a dança, é exercício fisco é divertido e para mim desafiante. Comecei a fazer aulas de forró pé de serra. Me descobri bem habilidosa, aprendia rápido, me divertia muito, comecei a fazer novas amizades e a sair mais de casa.
Cada vez me apaixonava mais pelo forró, e pelas pessoas incríveis daquele lugar. Mas essa paixão só se tornou amor de fato algum tempo depois quando um dos professores assumiu as aulas, e a transformou em algo maior, mais ambicioso, em um projeto de manifestação cultural (prometo escrever um post somente para falar sobre o Marcelo e seu projeto da Área de forró) e me chamou para fazer parte da equipe o que foi muito importante para mim e minha auto estima, fazer parte de tudo aquilo era extremamente estimulante, e toda aquela empolgação fez a depressão se dizimar de uma vez por todas.
Foi então naquele dia tão especial durante o festival de forró pé de serra, festival rootstock 2010, que percebi: Eu danço muito bem, porque eu danço pelos motivos certos, eu danço bem porque dançar faz parte de mim, eu não danço tão bem como a fulana ou a ciclana porque eu não danço como mais ninguém eu danço como somente EU danço e danço para ninguém mais que eu mesma.
Assim posso dizer com toda certeza: “Eu danço bem pra caralho”!!!