segunda-feira, 13 de setembro de 2010

O QUE VOCÊ DISSE?

Gostaria realmente de saber por que alguns homens possuem a estranha mania de dizer “eu te amo” durante o ato sexual! Não digo de uma forma carinhosa, de afeto ou até mesmo de “amor”, mas homens que você pode ter a absoluta certeza que jamais falariam algo semelhante sóbrios, conscientes ou em qualquer circunstancias de normal funcionamento de suas faculdades mentais, mas que por alguns instantes pronunciam tais palavras de maneira quase que profana. Acredito que existam códigos implícitos sobre a verbalização de tais palavras: 1º Se você tem absoluta certeza que ama a pessoa, 2º Se você tem alguma chance, por mínima que seja de ser correspondido, 3º Se de alguma maneira tais palavras possam fazer alguma diferença para quem fala ou para quem ouve, e preferencialmente (prudentemente), as três ao mesmo tempo.
Como disse em um dos meus posts anteriores eu sou uma pessoa com uma personalidade bem contraditória, uma dessas contradições é no que diz respeito a meus relacionamentos com os homens. O que acontece é que eu realmente não sou do tipo de mulher que se sente a vontade com sexo casual, ou qualquer tipo de relação sexual em que não se tem nenhum “sentimento” pelo seu parceiro, me dei ao trabalho de colocar a palavra sentimento entre aspas,  pois quando digo sentimento não me refiro a “amor” mas a qualquer sentimento como: carinho, admiração, amizade, desejo, ou até mesmo tesão.  Não tenho nada contra esse tipo de relação, mas simplesmente não me sinto confortável, sou do tipo de mulher que se sente culpada, usada como uma espécie de “ressaca moral” que me assombra como uma alma penada e definitivamente não tenho a mínima vocação para isso, sou tímida e cheia de pudores inconscientes.
E ao mesmo tempo tenho verdadeiro PAVOR de me sentir “presa” a alguém, de estar em um relacionamento com alguém que me prive de fazer qualquer coisa me traga algum tipo de felicidade ou prazer, não digo a respeito de fidelidade, pois sempre fui fiel aos meus antigos relacionamentos, mas de coisas do tipo: não poder beber com meus amigos em um bar, não poder falar besteiras, não poder usar saias curtas alem do limite pré estabelecido pelo senhor ditador, e principalmente qualquer tipo de restrição quanto a dançar forró. AHHHHHHHHHHH!!!!!!!! Fico quase louca quando algum homem me “restringe” de qualquer maneira, também não gosto daquela tradicional mania que as pessoas tem de achar que seu namorado precisa ser o planeta e você como uma espécie de satélite orbitando em volta dele, e que não existe vida extra-namoro.
Assim nos primeiros sintomas de “comprometimento” eu entro em pânico e na esmagadora maioria das vezes eu fujo, sei que parece infantil e bem pouco racional, mas eu também sofro bastante com minha fobia! Juro, não sou do tipo que usa e joga fora. Sou simplesmente medrosa e meu pobre coraçãozinho já foi tão machucado que fugir é uma maneira inconsciente de preservação da espécie! Afinal auto preservação é um dos instintos primários de qualquer espécie animal!
Há alguns dias atrás me aconteceu uma situação que na hora me causou pânico, mas que agora sozinha em casa e escrevendo esse texto foi uma das situações mais cômicas da minha vida. Estava na casa de um rapaz com quem costumava ter um “affair”, em uma posição... Digamos assim... Bem pouco ortodoxia. Eu sou uma tagarela, adoro falar, adoro expressar minha opinião sobre as coisas, mas enquanto estou fazendo sexo, gosto de ficar quieta, gosto de ouvir outros sons, como os sons das duas respirações ofegantes, dos gemidos baixinhos... Bem acredito que todos vocês sabem os quais sons me refiro... Voltando a história, durante o tempo todo o rapaz fazia várias investidas para que eu proferisse um discurso erótico, e eu tentando ignorá-lo, e continuar a fazer o que eu estava fazendo, quando de repente uma frase me despertou todos os meus instintos de sobrevivência: “você gosta disso?”, e antes que eu pudesse resmungar alguma coisa àquela irritante pergunta, ele continua...” você quer fazer isso para o resto da sua vida comigo”... Eu entrei em pânico e tudo que conseguir pensar foi o caminho mais curto até a porta e: “meu, cadê minha calcinha”... Dei uma desculpa qualquer nunca mais me encontrei com o fulano... Por tudo que há de mais sagrado o que foi isso?... Dizer eu te amo já é de mais, mas “para o resto da sua vida” eu não tenho palavras sobre isso... E mais uma vez fico em silencio. Eu desisto de tentar entender!

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